A Competição – Prêmio Archdeacon
A Competição
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O Primeiro Vôo do “Mais pesado que o ar”
Todo o conjunto pesava, com o aviador 290Kg. As superfícies eram de seda japonesa, com armações de bambu e junturas de alumínio. Os cabos dos comandos dos lemes eram de aço de primeira qualidade, do tipo usado por relojoeiros nos grandes relógios das igrejas. |
Com o objetivo de atrair os Irmãos Wright (Americanos), Ernest Archdeacon oferecia uma taça e um prêmio de três mil francos para o piloto que, elevando-se por seus próprios meios, realizasse um percurso mínimo de 25 metros. Os irmãos Wright não se apresentaram para concorrer ao prêmio, que permaneceu em vigor.
Os experimentos eram marcados com antecedência, para evitar quaisquer benefícios deste ou daquele aeronauta.
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Santos=Dumont encontrava-se na última etapa das experiências com o 14bis. Era o momento para tentar a conquista do prêmio |
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A 21 de agosto de 1906, Santos=Dumont realizou a primeira tentativa de vôo; mal-sucedida, dada a pouca potência do motor do 14bis.
No dia 13 de setembro, Santos=Dumont realizou o primeiro vôo, de 7 ou 13 metros (segundo diferentes versões), que culminou com um pouso violento, no qual a hélice e o trem de pouso foram danificados.
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Com esse feito, Santos=Dumont arrebatou os 3.000 francos do prêmio Archdeacon, criado em julho de 1906 pelo americano Ernest Archdeacon, para premiar o primeiro aeronauta que conseguisse voar por mais de 25 metros em um vôo nivelado.
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Portanto, Santos=Dumont havia resolvido o problema do vôo num aparelho mais pesado que o ar: o 14bis realizou uma corrida sobre o Campo de Bagatelle, desprendeu do solo, voando em linha reta e pousando em seguida, sem qualquer avaria.
Somente não voara um percurso maior, por que a grande multidão, que afluíra ao Campo para assistir a este grande evento, correra em direção ao 14bis, como que extasiada por aquele verdadeiro milagre que acabava de acontecer. Além disso, Santos=Dumont, descrevendo em 1918, chegou a declarar “Não mantive mais tempo no ar, não por culpa da máquina, mas exclusivamente minha, que perdi a direção”.
A 12 de novembro de 1906, estavam a postos Dumont e Bleriot, mas o 14bis surgiu exibindo uma novidade: os “ailerons”, pequenas superfícies móveis colocadas nas asas e com o propósito de manter o equilíbrio horizontal do avião.
Santos=Dumont melhorou ainda mais a performance do 14bis e a sua habilidade em pilotá-lo, ao realizar vários vôos sempre aumentando a distância percorrida.
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Como ficava com as duas mãos ocupadas nos diversos comandos do avião, Santos=Dumont, costurou um “T” de madeira em seu paletó de onde partiam argolas finas ligadas aos cabos de comando que atuavam nos “ailerons”. Inclinado o ombro para a direita ele podia comandar o “aileron” esquerdo, e vice-versa, reagindo ambas as superfícies, de maneira coordenada, de acordo com a inclinação do corpo do aviador.
A primeira tentativa foi de Bleriot, porém sua aeronave não conseguiu voar. Talvez tenha até esboçado algum salto, mas todos viram que a aeronave de Bleriot não voou. Não que Bleriot fosse um fracassado, muito pelo contrário, era um competidor tão talentoso quanto Santos=Dumont.
Os dois eram amigos e existia o respeito e a competição sadia. Talvez se sua aeronave conseguise ultrapassar os 60 metros de distância e altura superior a 1 metro (marcas de Dumont em 23 de setembro de 1906), Bleriot teria sido de fato o primeiro a voar.
Porém a História registra o feito de Santos=Dumont: 2 tentativas iniciais não ultrapassaram a marca de 23 de outubro. Nota: a aeronave conseguiu livrar o solo, porém isto não bastava para a comissão julgadora. As experiências tinham que passar pelo crivo dos julgadores e regras. Não estava envolvido apenas livrar o solo, planar, movimento balístico ou coisas semelhantes. O equipamento deveria voar no sentido estrito da palavra.
Naquela segunda-feira, ao cair da tarde, ele conseguiu voar 220m, a 6m de altura do solo, em 21,2 segundos a uma velocidade média de 41 Km/h.
Veja o que ficou registrado na Ata do Aeroclue da França:
| “AEROCLUBE DA FRANÇA Sociedade de encorajamento à locomoção aérea PROCESSO VERBAL 12 de novembro de 1906 Primeira tentativa – Partida às 10 horas da manhã. O aparelho se eleva antes da linha de partida e percorre em cinco segundos, a 40 centímetros do solo, uma quarentena de metros. O motor gira a 900 voltas. Terceira tentativa – Partida às 4h09min. Dois vôos: o primeiro de 50m; o segundo, cronometrado pelos senhores Surcouf e Besançon, de 82m e 60cm, em 7seg. 1/5, ou 11,47m/s ou, ainda, 41,92km/h. Tentativa de curva para a direita, contida pela barreira do Pólo, quando o aparelho já havia descrito praticamente uma meia-volta. |
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Dyego Estevão disse
Cara’s muito show o site, abrange um conteudo muito bom e muitas fotos ilustrativas tornando-o mais interessante!!!
Parabens e abraços.
Eliane da Silva da Costa disse
Parabéns, gostei do conteúdo e da criatividade.